Franquias tem o seu pior ano em 2016

O setor de franquias teve seu pior ano em 2016, segundo informações do relatório apresentada nesta quinta-feira 12/01 pela Associação Brasileira de Franchising – ABF.

Se confirmada a previsão de crescimento do setor de franquias em 2016, fecharemos o ano com um crescimento nominal de 8% no faturamento no ano passado, o que irá confirmar que 2016 foi o ano com o pior desempenho do setor desde início da pesquisa, realizada há uma década.

A associação apresentou apenas dados preliminares baseados no desempenho nominal do setor, não levando  em consideração os resultados líquidos, descontada a inflação no período.

A estimativa é de uma queda de 1,1% no volume de redes de franquias em 2016, mas nem tudo são más notícias. A pesquisa revela que ouve uma alta de 3,1% no número de unidades franqueadas no ano passado, atingindo 142 mil pontos de venda.

O que pode parecer a uma primeira vista um contrassenso, menos redes operando e mais pontos, reflete na verdade um movimento de aberturas um pouco maior de redes já instaladas e consolidadas no mercado.

Em unidades, o setor prevê que tenha havido uma expansão de 3,1% no ano passado, atingindo 142 mil pontos de venda. Em 2016, houve uma redução de 1,1% no número de redes ante 2015 e a projeção é que ele se mantenha estável neste ano, com cerca de 3 mil marcas.

Já em relação ao número de empregos, a prévia indica um crescimento de 2,90% com base no 1º semestre do ano passado ante a 2015, totalizando 1,220 milhões de trabalhadores diretos no setor. A projeção é que em 2017 haja um incremento de 2% a 3% no número de empregos diretos no franchising.

Os últimos dados de taxas de vacância em shoppings, e de número de lojas de rua no país, mostram um encolhimento do varejo no Brasil. Esses dados são da Alshop, entidade de lojistas de shoppings, e da Confederação Nacional do Comércio – CNC.

A ABF fez questão de frisar que o mercado de franquias nas ruas não sofreu mesmos efeitos de redução verificado em shoppings. Além disso, a ABF diz que os pontos fechados em shoppings foram de lojas de investidores individuais, e não necessariamente de franquias.

Os números do franchising no Brasil em 2016 não são muito animadores, mas se formos considerar o impacto da crise econômica sobre outros setores, até que não foi tão ruim assim.

  Leia também o artigo Tendências do Setor de Franquias em 2017

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